Morcego e Raposa Voadora

Nome Popular: Morcego e Raposa Voadora (espécies diferentes)

Nome científico: São muitos, variando conforme a espécie

Onde vive: Os  morcegos e raposas voadoras vivem em quase todas as regiões do mundo, menos nos pólos e ilhas muito afastadas

Tamanho: Depende da espécie também, alguns, como o morcego nariz de porco medem até 7,5 cm, mas outros medem 30 cm de comprimento e 1 m de envergadura

Peso: Os mais maiores, como a raposa gigante voadora podem pesar até 1 kg, já os menores, como o morcego nariz de porco apenas 2 gramas; variando muito o peso de cada espécie
Filhotes por gestação: Geralmente 1, mas em algumas espécies podem ter de 3 a quatro filhotes
Raposa Voadora
Raposa Voadora
Morcego
Morcego
















Status Gerais:



















Menos as espécies adicionadas como preocupantes:


  •   Saccopteryx gymnura Thomas, 1901 Família EMBALLONURIDAE 
  •   Vampyrum spectrum (Linnaeus, 1758) Família PHYLLOSTOMIDAE 
  •   Lonchophylla bokermanni Sazima et al., 1978 Família PHYLLOSTOMIDAE 
  •   Lichonycteris obscura Thomas, 1895 Família PHYLLOSTOMIDAE 
  •   Chiroderma doriae Thomas, 1901 Família PHYLLOSTOMIDAE 
  •   Platyrrhinus recifinus (Thomas, 1901) Família PHYLLOSTOMIDAE 
  •   Lasiurus ebenus Fazzolari-Corrêa, 1994 Família VESPERTILIONIDAE 
  •   Lasiurus egregius ( Peters, 1870) Família VESPERTILIONIDAE 
  •   Myotis ruber ( E. Geoffroy, 1806) Família VESPERTILIONIDAE
Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Os morcegos são a única espécie de mamíferos que podem voar e são divididos em: morcegos (subordem Microchiroptera) e raposas-voadoras (subordem Megachiroptera) e representam um quarto de todos os mamíferos do mundo. São pelo menos 1.116 espécies de variadas formas e tamanhos diferentes, a distância entre uma asa e outra varia de cinco centímetros a dois metros e se adaptam em quase todos os ambientes (menos nos pólos). Os morcegos têm a dieta mais variada entre os mamíferos, pois podem comer frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes e sangue. Somente três espécies se alimentam exclusivamente de sangue: são os chamados morcegos hematófagos ou vampiros, encontrados apenas na América Latina e no Sul do México.
Eles possuem um sexto sentido, além dos que nós humanos temos: é a ecolocalização, como as Orcas, que é a localização através de ecos. Os morcegos emitem ondas ultra-sônicas (freqüência acima de 20 KHz, inaudíveis aos humanos) pelas narinas ou pela boca, dependendo da espécie. Essas ondas atingem os objetos que encontram no caminho e voltam na forma de eco que são percebidos pelo morcego com base no tempo, na direção e na freqüência do eco sabendo assim se há ou não obstáculos no caminho. Essa habilidade é muito boa para caçar.
O morcego recém nascido é transportado junto com a mãe se agarrando à sua pele, mas logo se tornam grandes demais para isto. É difícil para um adulto carregar mais de um filhote, por isso na maioria das vezes nasce apenas uma cria por vez. Os morcegos freqüentemente montam uma espécie de colônia-berçário, onde várias mães dão à luz no mesmo local. A gestação dura de 2 (em algumas espécies de morcegos frugíferos) a 7 meses (em morcegos ematógafos) dependendo da espécie. A habilidade de voar dos morcegos é congênita, mas, logo após o nascimento eles ainda não podem voar, pois ás asas ainda são muito pequenas. Os morcegos da subespécie microchiroptera se tornam independentes de 6 a 8 semanas, já os da megachiroptera não antes dos 4 meses. Depois dos 2 anos os morcegos já estão sexualmente maduros. A maioria dos morcegos tem apenas um filhote por gestação e de uma a duas gestações por ano. Há exceções como os morcegos do gênero Lasiurus, que costumam ter quadrigêmeos, e alguns morcegos Myotis, que podem ter três ou quatro gestações por ano. A expectativa de vida do morcego vai de quatro a trinta anos, variando muito conforme a espécie.
Os morcegos, na maioria das vezes, são presas muito difíceis e poucos animais conseguem caçá-los, os morcegos pequenos às vezes são caçados por corujas e falcões, mas na Ásia existe uma espécie de falcão que se especializou em caçar morcegos. O gato domestico é um predador regular em áreas urbanas, pega morcegos que estão entrando ou deixando um abrigo, ou no chão. Os morcegos raramente descem ao chão, a não ser pelo caso dos gêneros Artibeus e Centúrio, ou então quando estão aprendendo a voar, em tempo ruim, quando estão doentes ou como estratégia de aproximação. Também existem relatos de algumas espécies de sapos e lacraias cavernícolas (que vivem em cavernas) que predam morcegos, além, é claro, de morcegos carnívoros maiores, especialmente da tribo Vampirinii, que se alimentam dos menores. Marsupiais neotropicais, como gambás e cuícas da família Didelphidae, também costumam predar morcegos. Cobras também são importantes predadores de morcegos.
Os piores inimigos dos morcegos são os parasitas. As membranas, com seus vasos sangüíneos, são fontes ideais de alimento para pulgas e carrapatos. Alguns grupos de insetos sugam apenas o sangue de morcegos, por exemplo, as moscas-de-morcego, pertencentes às famílias Streblidae e Nycteribiidae. Nas suas cavernas os morcegos ficam pendurados muito próximos, portanto é fácil para os parasitas infestar novos hospedeiros.
Mesmo os riscos de transmissão da raiva sejam pequenos, a maioria dos relatos anuais é causada por mordidas de morcegos. Embora a maioria dos morcegos não tenha raiva, os que têm podem ficar pesados, desorientados, incapazes de voar, o que torna mais provável que entrem em contato com seres humanos. Outras mudanças no comportamento do morcego contaminado são atividade alimentar diurna, hiperexcitabilidade, agressividade, tremores, falta de coordenação dos movimentos, contrações musculares e paralisia, seguida de óbito. O maior problema relacionado à raiva transmitida por morcegos são as mortes de animais de criação, principalmente bois. Os principais morcegos transmissores de raiva são da subfamília Desmodontinae (família Phyllostomidae), os famosos morcegos vampiros, porém morcegos de outros tipos também podem se contaminar e transmitir a doença.
Não é preciso ter medo de morcegos, mas, como todos os animais selvagens, não é bom tentar manipulá-los ou tê-los perto do local onde se vive. Os morcegos vampiros têm dentes pequenos e afiados por isso pode morder uma pessoa enquanto ela dorme sem ser notado. Além disso, eles são muito pequenos e seu ataque é sutil por isso dificilmente acorda as presas. Morcegos vampiros têm ainda um sétimo sentido, a termopercepção, que os auxilia a saberem quais vasos sanguíneos são mais superficiais, propiciando assim uma mordida menos dolorida; morcegos vampiros não têm anestésico na saliva, ao contrário do que se pensa. Porém, eles têm um forte anticoagulante na saliva, que retarda a cicatrização da ferida, permitindo que se alimentem por mais tempo. Os morcegos são espécies silvestres e, no Brasil, estão protegidos pela  Lei de Proteção à Fauna. A sua perseguição, caça ou destruição, no país, é considerada crimes. Os morcegos são no Brasil a segunda maior ordem de mamíferos, com pelo menos 167 espécies distribuídas em nove famílias e 64 gêneros, sendo que a maioria das espécies do país pertence à família Phyllostomidae. Cerca de 50% dos morcegos brasileiros se alimentam de plantas, dependendo delas ou não, diferente do padrão geral para a ordem Chiroptera toda, que contém 70% de insetívoros.


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Posted by Giovana

6 comentários:

Anônimo disse...

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Adversite - Assessoria de Imprensa
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Animal em Risco
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Animal em Risco
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